Sociedade

A população brasileira é de 207,7 milhões de pessoas, conforme estimativa para 2017 da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada no Diário Oficial da União em 30/08/2017. A cidade mais populosa do país é São Paulo (no estado de São Paulo), com 12,1 milhões de habitantes, o que equivale a dizer que 5,8% da população brasileira vive em um único município. Depois, ainda entre as cidades mais populosas, seguem Rio de Janeiro (no estado do Rio de Janeiro), com 6,5 milhões; Salvador (no estado da Bahia) e Brasília (no Distrito Federal), com cerca de 3 milhões de habitantes cada – a capital nacional acaba se constituindo um caso à parte porque todo o Distrito Federal, que possui uma área de 5.800 km², forma um único município, Brasília, subdividido em 31 áreas administrativas.

A maior parte da população vive em áreas urbanas, cerca de 84% dos habitantes, enquanto os demais 16% vivem em zonas rurais. Mas esse é um fenômeno recente, constatado a partir dos anos 1960, depois que o país ingressou em um período de rápida industrialização a partir dos anos 1950. Como as fábricas instaladas nas áreas urbanas precisavam de mão-de-obra, e como havia expectativa de uma melhor qualidade de vida nas cidades, a população foi incentivada a migrar. Até então, a maior parte da população brasileira vivia no campo. Este êxodo rural ocorrido em um intervalo de poucas décadas e o consequente crescimento acelerado da população urbana tiveram um grande impacto sobre a estrutura social do país, produzindo cinturões de pobreza em torno dos grandes centros, nos quais era escasso o acesso ao saneamento, saúde, moradia e emprego.

Atualmente, mais da metade da população brasileira (precisamente 56,5% da população, o que corresponde a 117,2 milhões de pessoas) vive em apenas 310 municípios, que é o quantitativo de municípios do país cuja população é de mais de 100 mil habitantes. Este quantitativo corresponde a 5,6% do total de 5.570 municípios existentes no Brasil, distribuídos pelas 27 unidades da federação (26 estados mais o Distrito Federal). Portanto, 56,5% da população brasileira vive em apenas 5,6% dos municípios, enquanto a população restante, que corresponde a 43,5% do total, reside nos demais 94,4% dos municípios. Já as cidades com mais de 500 mil habitantes, que são em número de 42, concentram 30,2% da população do país (62,6 milhões de pessoas). A maior parte dos municípios brasileiros (68,3% do total) possui até 20 mil habitantes e abriga apenas 15,5% da população (o que corresponde a 32,2 milhões de pessoas).

Com uma área total de 8,5 milhões de km², o Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial e o sexto em população. Entre os estados que compõem a República Federativa do Brasil, os três com maior população encontram-se na região Sudeste do país, que é aquela onde primeiro se iniciaram os processos de urbanização e industrialização, enquanto os cinco estados com menor população se encontram na região Norte, caracterizada pelas presenças imponentes da Floresta Amazônica e do Rio Amazonas e afluentes.

São Paulo é, assim, o estado mais populoso, com 45,1 milhões de habitantes, o que equivale a 21,7% da população do país, seguido de Minas Gerais, com 21,1 milhões, e Rio de Janeiro, com 16,7 milhões de pessoas. Na sequência, o estado mais populoso fora da região Sudeste é a Bahia, com 15,3 milhões de habitantes, seguida do Rio Grande do Sul e do Paraná, ambos na região Sul, com 11,3 milhões de pessoas cada um. Já o estado com menor população é Roraima, com 522,6 mil habitantes, seguido do Amapá, com 797 mil; Acre, 829 mil; Tocantins, 1,5 milhão; e Rondônia, 1,8 milhão. A quantidade de habitantes por km² nos estados da região Norte é inferior a 6 pessoas, enquanto nos estados mais industrializados e urbanizados encontram-se densidades demográficas superiores a 360 habitantes por km².

A melhoria nas condições de saúde, saneamento e educação nas décadas recentes tem provocado um aumento expressivo na expectativa de vida da população brasileira. Em 1940, o brasileiro esperava viver, em média, apenas 46 anos. Em 2016, a expectativa média de vida da população brasileira supera os 75 anos. Por outro lado, essa elevação da expectativa de vida dos brasileiros em poucas décadas, aliada à diminuição expressiva nas taxas de fecundidade, faz com que as políticas públicas em áreas como educação, saúde, assistência e previdência social tenham que ser reavaliadas, na medida em que o número de jovens está decrescendo e, o de idosos, está sendo ampliado. Entre os mais de 200 milhões de habitantes no Brasil, 51,4% são mulheres e 48,6% são homens. Já o número médio de filhos por mulher caiu de 6,3 para 1,9 em um período de apenas 50 anos, entre 1960 e 2010 – ano do último censo realizado pela Fundação IBGE,

Em termos de crença religiosa, o censo de 2010 aponta os evangélicos como o segmento que mais cresceu no Brasil, passando de 6,6% da população, em 1980, para 22,2% - o termo “evangélicos” é empregado tanto para as igrejas pentecostais e neopentecostais quanto para as protestantes. Por sua vez, o percentual de católicos, embora venha registrando reduções a cada censo realizado, continua representando a maioria da população, desta vez com um índice de 64,6%. O censo de 2010 ainda registrou 2,0% de espíritas e 0,3% de adeptos de religiões de matriz africana, embora estes dados possam estar subestimados, já que é permitida a escolha de um único credo religioso pelo entrevistado – o que contraria a cultura existente no país de ecletismo religioso e de frequência simultânea a mais de uma doutrina religiosa. Por fim, aqueles que se declaram sem religião representaram 8,0% da população.

No que diz respeito à origem étnica, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulgada pela Fundação IBGE com base em dados de 2015 apontava para uma distribuição praticamente igualitária entre autodeclarados brancos, 45,2% da população, e autodeclarados pardos, 45,1%. A pesquisa dava apenas três opções para a pergunta “qual sua cor?”: branca, preta ou parda. A população autodeclarada preta correspondeu a 8,9% dos entrevistados. Já o censo de 2010 apontava uma população de quase 2 milhões de “amarelos” (1,1%) e de apenas 817 mil indígenas (0,4% da população do país) – estima-se entre 1 milhão e 5 milhões o número de indígenas que viviam no país quando da chegada dos primeiros estrangeiros (no caso, os portugueses), no ano de 1500. A população indígena estava concentrada nas áreas rurais (60,8%), enquanto apenas 15,6% do total da população brasileira vivia nestas regiões.

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