Consumo de Mídia

A televisão ainda é o meio de comunicação mais utilizado pelos brasileiros quando estes querem se informar, aparecendo com 63% do percentual dos hábitos dos usuários. É seguido pela Internet, com 26%, o rádio, com 7%, e o jornal com 3%. Outros meios de comunicação aparecem sendo 1% das formas usadas para se obter informação. Os dados são da Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, realizada anualmente pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A forma de consumo de informação é distribuída de maneira semelhante entre os sexos masculino e feminino, mas varia em relação à faixa etária dos usuários, sendo a Internet e não a TV o meio mais utilizado pelos jovens com idade entre 16 e 17 anos (51%) e 18 e 24 anos (50%). À medida que a idade do usuário avança, cresce a importância da TV e do rádio como meio principal de obter informações e diminui a relevância da Internet. O mesmo é evidenciado quanto ao nível de escolaridade: os que possuem mais anos de estudo – superior incompleto 54% e superior completo 49% – utilizam mais a Internet do que a TV.

Embora o alcance da TV ainda seja considerável, os dados mostram uma tendência importante, que é a diminuição do papel da televisão como meio prioritário de buscar informações e o crescimento do hábito de buscar informações na Internet. Para se ter uma ideia, em 2014, quando a Pesquisa Brasileira de Mídia começou a ser produzida, o percentual de usuários que utilizavam a TV como meio principal era de 76%, enquanto a Internet era de 13%.

A tendência de aumento no percentual de usuários que se utilizam prioritariamente da Internet como fonte de informação deve ser avaliada à luz de alguns indicadores de acesso para que não conclua precipitadamente sobre as transformações dos hábitos midiáticos dos brasileiros:

1) Embora a Internet tenha crescido como meio de acesso à informação, apenas 54% dos domicílios brasileiros estão conectados (Pesquisa TIC Domicílios 2016 – Cetic.Br). Deste percentual, apenas 64% estão conectados com serviços de banda larga. Este dado revela que um percentual alto de usuários está desconectado e outra parte segue utilizando a Internet por meio de pacotes de conexão móvel nos celulares e smartphones, o que pode ter impacto sobre a qualidade do acesso e, por conseguinte, dos ambientes, plataformas e conteúdos acessados.

2) O Sudeste do país, onde se concentra maior poder econômico, ainda é a região que mais concentra domicílios conectados por meio da banda larga e, há uma discrepância grande de alcance da banda larga entre áreas urbanas (59%) e rurais (26%). Desigualdades semelhantes podem ser observadas no acesso de diferentes classes sociais, sendo 98% na Classe A com conexão banda larga em casa e apenas 23% na Classe DE.

Estes e outros indicadores auxiliam a não pormenorizar o papel ainda substancial da televisão na reprodução da cultura e na construção da opinião pública no Brasil, visto que é ela a adentrar cotidianamente, 97,1% dos lares no Brasil, conforme Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílio 2015 (IBGE). O rádio, embora apareça com apenas 7% das menções dos entrevistados como meio prioritário para buscar informações, chega a 69,2% das residências.

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