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Família Saad

Família Saad

Membros da família Saad são os principais donos do Grupo Bandeirantes, formado por uma série de empresas de comunicação, entre as quais se destaca a Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda., proprietária da rede nacional de televisão Band, a quarta de maior audiência no Brasil. A família Saad possui outro canal de TV aberta (Canal 21) e seis canais de TV por assinatura, dos quais se destaca a BandNews, canal de notícias que concorre com a GloboNews, da família Marinho, e com a primeira TV aberta allnews do país, a RecordNews, de Edir e Ester Macedo. O canal Band Internacional está presente nos Estados Unidos, em Angola e no Paraguai. O segundo setor de mídia mais importante da família Saad é o rádio: são quatro três redes nacionais (Band FM, Bandeirantes e BandNews) e uma rede regional (Nativa FM), além de outras nove emissoras, uma delas em Orlando (EUA). O grupo possui também dois jornais impressos - um deles o Metro, jornal de distribuição gratuita de alta tiragem - , um portal de internet, empresas de mídia out of home, comercialização de imagens, distribuição de conteúdo e uma operadora de TV por assinatura, telefonia e internet.

O principal nome da família é João Carlos Saad, conhecido como “Johnny Saad”, filho do fundador do grupo, João Jorge Saad, comerciante filho de libaneses que obteve a primeira concessão de rádio das mãos do sogro, o então governador de São Paulo, Adhemar de Barros (PRP/PSP), em 1948, e faleceu em 1999, deixando para os cinco filhos um dos maiores conglomerados de radiodifusão do Brasil. Johnny sempre trabalhou nos negócios do pai. Começou na Rádio Bandeirantes, se formou em administração na Universidade de São Paulo (USP) e hoje é presidente do Grupo Bandeirantes. Na gestão das empresas do grupo, diversificou os negócios, investindo sobretudo em canais de TV a cabo, empresas de mídias digitais e out-of-home. Johnny é fundador da ABRA (Associação Brasileira de Radiodifusores), cuja sede está localizada em um prédio que tem o seu nome, em Brasília (DF). A ABRA foi fundada em 2004 para defender interesses da Band, do SBT e da TV Record, em oposição a interesses da Rede Globo, a líder de audiência no Brasil. No entanto, em 2015 voltou a operar em parceria com a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), liderada pela Globo, para defender os interesses dos radiodifusores associados ao desligamento do sinal analógico de TV e à migração das rádios do AM para o FM. Johnny é casado e tem dois filhos. Como o pai, tem investimentos em fazendas e imóveis.

Ainda em vida, João Jorge Saad e Maria Helena Mendes de Barros Saad transferiram parte das empresas do grupo a seus cinco filhos: além de Johnny Saad, Maria Leonor de Barros Saad, Márica de Barros Saad, Marisa de Barros Saad e Ricardo de Barros Saad. Mas a propriedade da principal empresa ainda está no espólio. O inventário tem ao menos dois problemas. O primeiro é a ação judicial da segunda mulher de João Jorge, Andrée Gabrielle de Ridder, que trabalha na empresa e reinvidica 50% do patrimônio. O segundo é a briga entre os irmãos, que acusam Johnny de pegar a maior fatia do bolo e a presidência do grupo e de tentar passar parte das empresas para outros sócios, que não pertencem à família. Dos cinco filhos, apenas Maria, que é veterinária, não trabalha no grupo.

Outros nomes da família que detêm propriedade e cargos nas empresas são os primos Paulo Saad Jafet e Silvia Saad Jafet. Paulo e Silvia são descendentes de duas famílias de imigrantes libaneses, a família Saad, do fundador do Grupo Bandeirantes, e a família Jafet, que teve importantes indústrias em São Paulo na primeira metada do século XX e foi uma das fundadoras do Hospital Sírio Libanês. Paulo é vice-presidente de Canais por Assinatura e responsável pelo setor de Novos Negócios do Grupo Bandeirantes desde 2016, além de sócio de empresas do grupo. Silvia é diretora de desenvolvimento do Grupo Bandeirantes e também sócia de empresas com a marca Band.

Em 2015, os nomes de Silvia Saad Jafet e de outros empresários do Grupo Bandeirantes - João Jorge Saad (1919-1999), Maria Helena Saad Barros (1928-1996) e Ricardo Saad - foram divulgados pelo jornalista Fernando Rodrigues (UOL/Folha de S. Paulo) e pelo jornal O Globo na lista dos jornalistas, donos, diretores e herdeiros de veículos de comunicação integrantes da lista dos 8.667 brasileiros que, em 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça (ver perfis Grupo O Globo e Grupo Folha). A lista, conhecida como Swissleaks, foi divulgada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (www.icij.org). A existência de contas na Suiça não é crime, mas a Receita Federal iria investigar se essas contas eram declaradas ou se havia sonegação de impostos. As contas dos integrantes da família Saad estavam zeradas no período. Procurados pelo jornalista Fernando Rodrigues, Silvia e Ricardo não quiseram se pronunciar.

Empresas de Mídia / Grupos
Veículos de Mídia
Fatos

Negócios

Mercado Imobiliário

Diversos investimentos

Famílias e Amigos

Interesses Associados de Membros da Família

Além das empresas do Grupo Bandeirantes, a família Saad é dona de imóveis na cidade de São Paulo. Em 2013, foi revelado que Johnny Saad ameaçou o prefeito Fernando Haddad (PT) de continuar utilizando seus meios de comunicação para atacá-lo por causa do aumento do IPTU dos bairros mais ricos promovidos pela gestão (2013-2016). Nesse mesmo período, foi revelado que Johnny conseguiu com o prefeito anterior (2009-2012), Gilberto Kassab (DEM/PSD), um contrato de exclusividade de 25 anos para a exploração da publicidade de todos os pontos de ônibus de São Paulo, fortalecendo, assim, as empresas de mídia out-of-home do grupo.

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