This is an automatically generated PDF version of the online resource brazil.mom-rsf.org/en/ retrieved on 2019/10/21 at 20:00
Reporters Without Borders (RSF) & Intervozes - all rights reserved, published under Creative Commons Attribution-NoDerivatives 4.0 International License.
Intervozes LOGO
Reporteres sem fronteiras

Rede Globo

Com a estrutura de 5 emissoras próprias (2 geradoras e 3 filiais) e 118 afiliadas, a Rede Globo produz por ano 3.000 horas de jornalismo e 2.500 horas de entretenimento, com mais de 12 mil funcionários diretos e milhares de indiretos. Isso faz da Globo uma das principais redes de televisão e do Grupo Globo um dos maiores grupos de comunicação do mundo. Seja pelo sinal de TV aberta ou via satélite, o conjunto de 123 emissoras que compõe a Rede Globo de televisão cobre 98,37% dos municípios brasileiros, chegando a atingir potencialmente 99,36% da população.

Com participação na audiência de quase 40% (no horário das 7h às 24h), a Globo é líder no mercado brasileiro, e também na internet, com seus portais de notícias, esportes e entretenimento, vinculados ao Globo.com. A Globo tem seus programas assistidos em cerca de 190 países, com suas produções distribuídas internacionalmente (por meio do canal de TV paga TV Globo Internacional). A rede também investe em soluções de distribuição de conteúdo de vídeo on demand com o Globo Play, disponibilizando parte de sua programação para múltiplas plataformas. A emissora ganhou vários prêmios internacionais. Ao todo, a Globo já recebeu 12 prêmios Emmy, entre eles, os de Melhor Telenovela (Caminho das Índias, Laços de Sangue, O Astro, Lado a Lado e Joia Rara), Melhor Série de Humor (A Mulher Invisível), Melhor Atriz (Fernanda Montenegro, por Dona Picucha, no especial Doce de Mãe) e Melhor Reportagem (Jornal Nacional).

A inauguração da primeira emissora da Rede Globo, em 26 de abril de 1965, com um prédio próprio e equipamentos modernos, só foi possível graças ao financiamento de 6 milhões de dólares obtido por Roberto Marinho junto à multinacional Time-Life, operação considerada ilegal por contrariar a legislação brasileira, que proibia a participação de estrangeiros em negócios de mídia no Brasil. O montante, que veio aliado a uma relevante assistência técnica, era muito maior do que dispunham suas concorrentes; a TV Tupi, por exemplo, havia sido montada pouco antes com apenas 300 mil dólares. O negócio foi questionado por parlamentares, como Eurico de Oliveira e Carlos Lacerda e, em 1966, foi fundada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que concluiu que a Time-Life tinha direito a 30% dos lucros líquidos da TV Globo e que a operação havia sido ilegal. Porém, em 1967, o governo militar de Castelo Branco arquivou o inquérito sem consequências para a emissora e Roberto Marinho adquiriu as ações da Time-Life em 1969, graças a um financiamento público do Banco do Estado da Guanabara.

Depois de oito meses operando em prejuízo, a emissora contratou o americano Joseph Wallach, que gerenciava emissoras nos Estados Unidos, e o publicitário Walter Clark, vindo da TV Rio, que reestruturaram a programação e o modelo de patrocínio de suas produções. Numa época em que os anunciantes atuavam como patrocinadores de programas específicos, tendo voz decisiva na aprovação de seus conteúdos, a Globo instaurou um modelo em que os anunciantes passavam a comprar intervalos de programação para publicidade.

Já em 1966, Roberto Marinho comprou da Organização Vítor Costa a segunda emissora do grupo, a TV Paulista, que começou a produzir programas também em São Paulo. Com a aquisição de uma emissora em Belo Horizonte em 1968, e a inauguração de emissoras em Brasília, em 1971, e em Recife, em 1972, a Globo alcançou em pouco tempo uma estrutura de cadeia, dando origem à Rede Globo, principal braço operacional do Grupo Globo.

Durante a Ditadura Militar, a emissora divulgava eventos oficiais, projetos e campanhas de governo, desenvolvendo um noticiário em sintonia com o tom ufanista e de acordo com o determinado pela censura, possuindo uma equipe especializada na autocensura de seus próprios programas, como a que censurou as notícias sobre o movimento sindicalista liderado por Luiz Inácio Lula da Silva. Roberto Marinho apoiava o regime militar, chegou a defendê-lo editorialmente e foi beneficiado durante toda a ditadura, embora, por outro lado, fosse conhecido por empregar vários jornalistas e artistas de esquerda. Em 2013, o jornal O Globo publicou editorial no site Memória reconhecendo ter sido um erro o que chamou de ”apoio editorial” à ditadura.

Embora na década de 1980 a TV Manchete e o SBT ganhassem força comercial, nunca chegaram a abalar a liderança da Globo, que superava os 70% de participação na audiência televisiva no país. Após a redemocratização, o Ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães (“ACM”) foi diretamente indicado por Roberto Marinho. A distribuição de concessões de rádio e TV para aliados políticos também se relacionou à Rede Globo, já que muitos desses foram afiliados à rede.

Algumas mudanças editoriais ganharam força depois de 2015, mais perceptíveis na ficção, no entretenimento e no jornalismo. Nesse processo, a Globo tem se escudado majoritariamente nas questões “morais”, vinculadas sobretudo às opressões específicas (de raça, gênero e diversidade sexual) – pautas associadas ao espectro político de esquerda, que, em geral, tem contundentes críticas às mídias da família Marinho. Tais temas têm sido usualmente pautados em programas como “Zorra” (reformulado em 2015), “Tá no Ar: a TV na TV”, “Amor & Sexo” e “Conversa com Bial”. Também têm sido recorrentes temas mais amplos e genéricos (meio ambiente, corrupção) que não mobilizam questões econômicas ou estruturantes (distribuição de renda, reformas do Estado e programa macroeconômico, por exemplo).

Texto publicado em outubro de 2017.

Informações Básicas

Participação na Audiência

36.9% (Kantar Ibope 2016)

Tipo de Propriedade

privado

Cobertura Geográfica

Nacional

Tipo de Conteúdo

TV aberta

Dados Publicamente Disponíveis

dados de propriedade são facilmente acessíveis em outras fontes, como Juntas Comerciais etc

2 ♥

Empresas de Mídia / Grupos

Grupo Globo

Propriedade

Quadro Societário

A Rede Globo pertence ao Grupo Globo. O grupo é de propriedade da família Marinho.

Grupo / Proprietário Individual

Empresas de Mídia / Grupos
Fatos

Informações Gerais

Ano de Fundação

1965

Fundador

Roberto Marinho – Grupo Globo.

CEO

Carlos Henrique Schroder – jornalista, assumiu a direção-geral da Globo em janeiro de 2013.

Editor Chefe

Ali Kamel – Diretor Geral de Jornalismo e Esportes, é autor de livros controversos como "Não Somos Racistas", "Sobre o Islã" e "Dicionário Lula".

Contato

Sede Rio de Janeiro (RJ) - Rua Jd. Botânico, 266 - Jardim Botânico - Rio de Janeiro (RJ) - CEP: 22461-000 - www.redeglobo.com.br ; Sede São Paulo - SP - Avenida Roberta Marinho

Informações Financeiras

Receita (US$ M)

2016: R$ 15,332.0

Lucro Operacional (US$ M)

2016: R$ 1,954

Publicidade (% da receita total)

Sem Dados

Participação no Mercado

Sem Dados

Outras Informações

Notícias

http://grupoglobo.globo.com/noticias/entrevista_50_anos_tv_globo.php

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, acionistas do Grupo Globo falam dos 50 anos da Globo e analisam as projeções para o setor de mídia no Brasil. Accessed Oct. 2017.

Fontes do Perfil do Veículo

http://portfoliodemidia.meioemensagem.com.br/portfolio/midia/GLOBO+RIO+DE+JANEIRO+-+CANAL+4/23332/home

Globo RJ. Accessed 05 october 2017

  • Projeto por
    Intervozes Logo
  •  
    Reporteres sem fronteiras
  • Financiado por
    BMZ