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Reporteres sem fronteiras

IstoÉ

A revista IstoÉ foi fundada em maio de 1976, pela Encontro Editorial, uma empresa filha da Editora Três, a partir de uma parceria entre Domingo Alzugaray e Mino Carta. Inicialmente de periodicidade mensal, a revista de variedades passou a ser semanal no ano seguinte, trazendo sobretudo assuntos de política, além de economia, cultura, ciência, comportamento, esportes, entre outros. Surgiu em um momento da Ditadura Militar (1964–1985) no qual a censura exercida aos veículos de comunicação era menos intensa do que na década anterior.

Nessa etapa, a cobertura política fazia críticas ao regime militar, embora de forma cautelosa. Em maio de 1977, a capa trazia matéria sobre as manifestações estudantis contra o regime; em dezembro do mesmo ano, pedia o fim do Ato Institucional n° 5, que instaurou a censura no Brasil; em fevereiro de 1978, trazia Luiz Inácio Lula da Silva, antes das greves do ABC paulista que o projetariam como a principal liderança sindical da época; em setembro do mesmo ano, mostrou os mortos e desaparecidos da Ditadura; em 1979, defendeu a anistia política; e, em maio de 1981, mostrou a ligação entre policiais do DOI-CODI e o atentado que aconteceu na comemoração do dia do Trabalho do Rio Centro.

Carta e Alzugaray levaram para a revista importantes jornalistas e intelectuais brasileiros, como Raimundo Faoro, Villas-Bôas Corrêa, Francisco Weffort, Cláudio Abramo, Bolívar Lamounier, Henfil, Millôr Fernandes, Luis Fernando Veríssimo, Elio Gaspari, Marcos Sá Corrêa, Plínio Marcos, Paulo Sérgio Pinheiro, Edmar Bacha, Carlos Guilherme Mota, Antônio Calado, Maurício Kubrusly, Clóvis Rossi, Maria Victoria Benevides, Paulo Caruso, Pietro Maria Bardi, Ferreira Gullar, Luiz Gonzaga Belluzzo, Fernando Pedreira, Carlos Castelo Branco e Zuenir Ventura.

Em 1980, depois que a revista foi entregue ao Unibanco por causa de dívidas e passou a ser presidida por Fernando Moreira Salles, filho do dono do banco, Walther Moreira Salles, Mino Carta deixou a direção editorial da revista (1981), sendo substituído por Tão Gomes Pinto, e passou a ocupar a direção da Senhor, que permanecera na Editora Três.

Em janeiro de 1984, a revista foi mais uma vez vendida, dessa vez a Luís Fernando Levy, dono do jornal Gazeta Mercantil, e a direção editorial passou para as mãos de Milton Coelho da Graça, que continuou defendendo a campanha pelas eleições diretas e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Porém, em 1985 a revista passou a apoiar as eleições indiretas como transição entre a ditadura e o governo democrático e chegou a apoiar o início do governo de José Sarney, passando a criticá-lo após o primeiro ano de gestão. Nas eleições de 1989, de volta ao comando de Mino Carta, a revista não apoiou explicitamente nenhum dos candidatos, mas criticou a campanha promovida por Fernando Collor de Mello (PRN, atual PROS) contra Lula, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 1988, Domingo Alzugaray conseguiu comprar a revista novamente, promovendo a fusão entre a revista IstoÉ e a Senhor sob o título IstoÉ Senhor, que se tornaria apenas IstoÉ novamente em 1992, voltando ao comando de Mino Carta. Enquanto durou a Ditadura e no início do processo de redemocratização, Mino Carta e Domingo Alzugaray compartilhavam certas visões editoriais, mas esse quadro começou a mudar a partir de 1993, quando ficaram nítidas suas divergências de posições políticas e econômicas. Mino, junto com Raimundo Faoro, deixou a IstoÉ em 1993 e fundou a Carta Capital em 1994, com perfil editorial à esquerda. A IstoÉ voltou a ser dirigida por Tão Gomes Pinto, defendendo as políticas neoliberais do governo Fernando Henrique Cardoso, enquanto Carta Capital defendia as políticas do Partido dos Trabalhadores.

Em abril de 1996, Tão Gomes Pinto deixou a direção da revista, sendo substituído pelo jornalista e fotógrafo Hélio Campos Mello, que permaneceu no cargo de diretor de redação até fevereiro de 2006, quando deixou a editora e fundou a revista Brasileiros. A IstoÉ hoje é dirigida por Carlos José Marques. Uma das três maiores revistas semanais do Brasil, ao lado da Veja (Grupo Abril) e da Época (Grupo Globo), a IstoÉ, assim como as outras revistas da Editora Três, enfrenta dificuldades financeiras e, segundo informações que circulam na imprensa, procura um comprador.

Texto publicado em outubro de 2017.

Informações Básicas

Participação na Audiência

4.20% (IVC 2015)

Tipo de Propriedade

Privado

Cobertura Geográfica

Mídia nacional

Tipo de Conteúdo

Conteúdo pago (magazine)

Dados Publicamente Disponíveis

dados de propriedade são facilmente acessíveis em outras fontes, como Juntas Comerciais etc

2 ♥

Empresas de Mídia / Grupos

Grupo de Comunicação Editora Três

Propriedade

Quadro Societário

Isto É pertence ao Grupo de Comunicação Editora Três. O grupo é de propriedade da família Alzugaray.

Empresas de Mídia / Grupos
Fatos

Informações Gerais

Ano de Fundação

1976

Fundador

Domingo Alzugaray (Editora Três) e Mino Carta (hoje diretor da revista Carta Capital).

CEO

Caco Alzugaray - presidente executivo da Editora Três desde 2017; assumiu os negócios da família com o falecimento do pai, Domingo Alzugaray.

Editor Chefe

Carlos José Marques - diretor editorial da Editora Três desde 2006; foi o criador dos títulos IstoÉ Dinheiro (1996) e Dinheiro Rural (2004); também trabalhou como editor e repórter nas revistas Senhor (Editora Três) e Exame (Editora Abril), entre outros.

Contato

Rua William Speers, 1.088, São Paulo – SP, CEP: 05065–011. Tel.: (11) 3618–4200 – Fax da Redação: (11) 3618–4324. São Paulo – SP.

Informações Financeiras

Receita (US$ M)

Sem Dados

Lucro Operacional (US$ M)

Sem Dados

Publicidade (% da receita total)

Sem Dados

Participação no Mercado

Sem Dados

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